segunda-feira, setembro 10, 2007

MEUS MONSTROS

MEUS MONSTROS


Enquanto Roma se reduz a cinzas
Deixo a minh’alma
Seguir o itinerário de céus opacos.
Talvez encontre todos os meus monstros
E hei de dançar com eles
As cirandas da infância;
E acalentá-los,
E amá-los,
E ensiná-los a amar espelhos.

E, quando os meus monstros puderem me amar,
Brincaremos de gente grande
Apaixonada!
E, sobre a matéria em decomposição,
Faremos plantar uma nova cidade –
Perfeita!


(ZSF/SP-1961)